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Poluição do ar afeta mais mulher que homem em maratonas
11/03/2010
A má qualidade do ar prejudica a saúde. E, de acordo com uma pesquisa americana, ainda pode atrapalhar o desempenho de atletas de maratonas. Nesse quesito, as mulheres são mais afetadas que os homens.
A conclusão da engenheira ambiental e civil Linsey Marr, do Instituto Politécnico e Universidade Estadual de Virgínia, vem da análise dos resultados de sete corridas (de cidades grandes como Nova York, Boston e Los Angeles), dados meteorológicos e concentrações de poluentes. A profissional comparou os três principais tempos de percurso masculinos e femininos e os confrontou com os níveis de poluição, levando ainda em consideração as altas temperaturas, já que dificultam o exercício.
Maiores taxas de partículas no ar foram associadas à lenta execução da maratona por mulheres, enquanto os homens não se mostraram significativamente afetados. A diferença, segundo o site Science Daily, pode acontecer por conta da traqueia feminina ser menor, o que torna mais fácil que certas partículas se depositem lá e, eventualmente, causem irritação.

As partículas pareceram ser os únicos fatores que alteram os resultados das provas. As quantidades de monóxido de carbono, ozônio, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre não causaram impactos. "Pesquisas anteriores mostraram que, durante uma corrida, os corredores de maratona inspiram e expiram aproximadamente o mesmo volume de ar que uma pessoa sedentária ao longo de dois dias", disse Linsey. "Portanto, os corredores estão expostos a quantidades muito maiores de poluentes do que em condições de respiração normal."
A cientista contou com a colaboração do fisiologista do exercício Matthew Ely, do Instituto de Pesquisa de Medicina Ambiental do Exército Americano. Os resultados foram divulgados na publicação especializada Medicine and Science in Sports & Exercise.
Texto e imagem: Terra
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Por:
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