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Pra quem ainda não conhece, a Aventura Catarina é um projeto lindo no qual seus criadores o casal Karolina e Rogério desbravam e revelam belezas naturais muitas vezes esquecidas do estado onde vivem Santa Catarina.

Só que desta vez eles estão desbravando terras internacionais, com uma aventura regada a pedaladas. A viajem é até o Deserto do Atacama no Chile e depois seguem para Bolívia e Argentina.

Karol é o apoio sobre quatro rodas, já Rogério está seguindo no pedal para percorrer os 500 km do deserto. Se você se interessou por essa aventura internacional basta seguir o casal no fecebook, nele tem atualizações diárias no diário de bordo e ainda fotos lindas de lugares incríveis!

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03

No kit de camping e sobrevivência é indispensável deixar seu equipamento protegido da água e umidade, mas e quando você precisa proteger os fósforos? Comprar fósforos impermeáveis pode ser muito caro, no entanto há um método para tornar fósforos comuns resistente à umidade.
Preparamos algumas dica para você. Confira!

MÉTODO 1 – AGUARRÁS
Este é um dos melhores métodos, além de ser o mais seguro, A aguarrás tem um ponto de fulgor mais alto em relação à acetona encontrada nos esmaltes para unha. Além disso, essa técnica não exige o uso de fogo como os métodos da cera e da parafina.

Passo 1: Coloque de 2 a 3 colheres de sopa grandes de terenbitina (aguarrás) em um copo pequeno de vidro.

Passo 2: Coloque os fósforos dentro da terenbitina com a cabeça virada para baixo e deixe de molho por 5 minutos. Durante esse tempo, a substância vai encharcar o fósforo e depois vai deslocar a água do palito para fora.

Passo 3: Retire os fósforos do copo e coloque-os para secar sobre uma folha de jornal. Recomenda-se, geralmente a espera de 20 minutos até que a terenbitina em excesso evapore. Os fósforos que passam por esse processo ficam resistentes à água por muitos meses.

MÉTODO 2 – ESMALTE DE UNHA
Passo 1: Mergulhe a cabeça do fósforo em uma base de unha. Você deve cobrir pelo menos 3mm do palito (além da cabeça).

Passo 2: Segure o fósforo por alguns segundos para que o esmalte seque e depois coloque-o sobre uma mesa, deixando a cabeça suspensa, ultrapassando a lateral da superfície.

Passo3: Coloque uma folha de jornal no chão para absorver possíveis respingos.

MÉTODO 3 – VELA
Passo 1: Acenda uma vela e deixe queimar até ter uma boa quantidade de cera derretida. Mergulhe a cabeça do fósforo dentro da cera o suficiente para cobrir cerca de 3 mm do palito (além da cabeça).

Passo 2: Segure o fósforo por alguns segundos até que a cera endureça e depois coloque-o sobre uma mesa, deixando a cabeça suspensa, ultrapassando a lateral da superfície.

Passo 3: Quando a cera tiver esfriado, mas ainda não endurecido completamente, aperte a ponta do fósforo para selar.

MÉTODO 4 – PARAFINA
Passo 1: Derreta parafina em quantidade suficiente para obter uma profundidade de 1 cm.

Passo 2: Enrole um barbante ou cordão ao redor de todo o fósforo, até pouco antes do limite da cera. Isso forma uma tocha que pode queimar por até mais de 10 minutos.

Mais dicas:
-A terenbitina tem um ponto de fulgor relativamente alto em comparação com o esmalte de unha, por isso é mais segura para uso.
-Os fósforos também podem ser completamente cobertos com cera para que a água não penetre no palito.
-O esmalte de unha é mais volátil que a terenbitina, mas é melhor que a cera, já que esta pode se quebrar ou ser raspada.
-Se for usar algum dos métodos com cera, trabalhe o mais rápido que conseguir (sempre mantendo a segurança) para que ela não endureça.
-Não use o copo de vidro que encheu com a terenbitina para tomar nada depois.
-Se não estiver usando fósforos que podem ser acesos em qualquer lugar, guarde um pedaço da faixa abrasiva junto com eles.
-Se você não possui uma panela para banho-maria, derreta a parafina em uma tigela metálica sobre uma panela de água quente. Também é possível derretê-la em uma panela em fogo baixo, mas isso aumenta as chances de incêndio.
-Não use copo de plástico para a terenbitina, pois ele pode derreter.
-A terenbitina desloca toda a umidade absorvida. Então qualquer palito de madeira (não importa a idade) pode ser usado.
-Embora os fósforos tornem-se à prova d’água, é recomendado armazená-los em um local resistente à água, como caixinhas de plástico com tampa.
-Isso deve ser feito logo depois da compra dos fósforos para que eles não absorvam a umidade do ar.
-O método da vela funciona melhor com fósforos de madeira. Não utilize-o com palitos de plástico ou encerados.
-Despeje o restante da terenbitina não utilizada de volta ao recipiente original.

Adaptado de wikiHow.

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O Brasil não é um país de altas montanhas –nossa maior elevação, o Pico da Neblina, chega quase a 3 000 metros contra os 6 000 metros de altitude média da Cordilheira dos Andes. Mas não podemos reclamar da quantidade de trekkings à disposição em nossos parques nacionais. Tem caminhada para todos os gostos e condicionamento físico. Agora que o verão acabou, é época de poucas chuvas e pedras menos escorregadias… que tal escolher uma trilha e preparar a mochila?

PARQUE NACIONAL DA SERRA DA BOCAINA (SP/RJ)

Foto: www.icmbio.gov.br


Encravado na divisa dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, o Parque Nacional da Serra da Bocaina tem uma característica peculiar que o torna visitável em qualquer época do ano: sua área compreende desde o nível do mar até altitudes que chegam a 2088 metros, como o Pico do Tira Chapéu.

Por essas montanhas passavam boa parte do carregamento de ouro no século 18, proveniente de Minas Gerais, com Paraty como ponto de chegada antes do embarque para Portugal. Essa última perna da Estrada Real é a tão propalada Trilha do Ouro, mais famoso atrativo do parque e um belíssimo programa para quem curte uma caminhada mais pesada com direito a alguns trechos de piso pé-de-moleque, gélidas cachoeiras, pernoites em casas de colonos e contato direto com tudo o que a Mata Atlântica oferece.

São José do Barreiro, pequena cidade paulista, é o ponto de partida para alcançar a portaria do Parque Nacional. A encrenca começa na terrível estradinha de terra, cheia de buracos, 26 quilômetros montanha acima. Quem for fazer a Trilha do Ouro, vale mais a pena deixar o veículo em Barreiro e alugar uma 4×4 ou um fusquinha para subir a serra.

Bota amaciada, mochila nas costas: é hora de começar a travessia. A partir da portaria do Parque são três dias de caminhada. Logo de cara são 23 quilômetros com direito a duas cachoeiras – Santo Izidro e das Posses – para contemplação, uma vez que elas são geladas inclusive no verão. Araucárias são bem presentes nesse primeiro dia de trekking. Para terminar o dia com perfeição, só mesmo uma fogueira para assar pinhão (se for inverno) regado a uma boa prosa com os colonos.

Mais tranquilo, no segundo dia nem se anda muito (cerca de 10 quilômetros), tampouco há grandes desníveis, sobrando tempo para admirar a beleza da Cachoeira dos Veados e seus 200 metros de queda em duas partes.

O derradeiro dia é justamente o que concentra o calçamento pé-de-moleque do século 18. Também é o dia com mata mais fechada e onde efetivamente se desce a serra. Com chuva, o calçamento fica bem mais liso, aumentando a possibilidade de queda. Após 18 quilômetros de incessante descida, surge o Rio Mambucaba para sinalizar o final da trilha. Daí até a Vila de Mambucaba, nas margens da Rio-Santos, são mais 15 quilômetros planos e sem graça. Recomenda-se contratar um veículo para levar até a vila ou mesmo a São José do Barreiro.

Também iniciando na portaria do Parque, a trilha para o Pico do Tira Chapéu é recomendada para quem não estiver disposto a percorrer a Trilha do Ouro ou quem curte apreciar um mar de montanhas. Bom condicionamento é recomendável, a subida de 10 quilômetros tem alguns trechos mais fortes – embora não existam pontos de escalaminhada. No alto dos 2088 metros, a vista das montanhas da Mantiqueira é garantida. Em dias claros, consegue-se ver o Oceano Atlântico ao fundo.

Para mais informações:

Parque Nacional da Serra da Bocaina: (12) 3117-2183

PARQUE NACIONAL DO ITATIAIA (RJ/MG)

Foto: www.icmbio.gov.br


Antes mesmo de existir a Via Dutra, já havia o Parque Nacional do Itatiaia, o pioneiro de país. Criado em 1937 pelo então presidente Getúlio Vargas, o parque é dividido em duas partes, com públicos ligeiramente distintos e vegetação e altitude completamente diferentes.

Encostada na cidade de Itatiaia, a parte baixa do parque é Mata Atlântica pura, com muito verde e cachoeiras e poços para banho, mas extremamente gelados fora do verão. Nessa região ficam as melhores opções de hospedagem e famílias com crianças dominam o ambiente.

Um autêntico playground para os trekkers. Assim podemos classificar a parte alta do Itatiaia, situada a 63 quilômetros dali por via rodoviária, sendo os últimos 17 quilômetros em uma estrada pra lá de ruim: a BR-465, a mais alta BR brasileira. Quem for apenas visitar este lado do parque, é recomendável se hospedar na mineira Itamonte.

Com altitudes superiores a 2 500 metros, a Mata Atlântica dá lugar aos belos campos de altitude, com vegetação rasteira e bromélias encravadas nas rochas. Apesar do frio intenso, é no outono e inverno a época ideal para se aventurar pelas montanhas: chove bem menos e os dias ensolarados garantem um visual belíssimo. O esforço para alcançar os cumes será recompensado com dezenas de fotos nas redes sociais e vídeos no Youtube.

Três dias são suficientes para caminhar pelas principais atrações dessa parte do Maciço do Itatiaia. Quem não estiver muito bem preparado fisicamente, uma certeza: vai sofrer pacas, trechos de escalaminhada estarão presentes em todos os picos. A ausência de uma trilha bem definida – a caminhada é feita na maior parte do tempo sobre rochas – torna indispensável a presença de um guia bem experiente.

Como forma de reconhecimento do território, recomenda-se iniciar pela trilha do Morro do Couto, oitava maior elevação brasileira, com 2 680 metros. Ao passar pela portaria, o morro fica logo à direita e é bem extenso, terminando no Abrigo Rebouças, de onde saem as demais trilhas do parque. Ironicamente, a trilha do Couto é a mais extensa, porém com uma subida menos íngreme. Apenas no final tem um trecho de escalaminhada que não chega a assustar. Em duas horas de caminhada, chega-se no cume e a vista 360º engloba o Vale do Paraíba, a Serra Fina, o Pico das Agulhas Negras e o curioso Pico das Prateleiras, alvo do segundo dia de trekking.

Embora mais baixo que o Morro do Couto, o Pico das Prateleiras e seus 2 540 metros exigem respeito. Do Abrigo Rebouças até a base do pico, que parece ter sido esculpido manualmente, a subida exige um pouco das pernas. Quem não estiver bem preparado e sofrer com medo de altura, pode parar por aí que a vista já vale a pena. Os mais corajosos podem seguir por uma hora e meia montanha acima, passando por estreitas passagens e desafiadoras fendas. Em uma delas, conhecida como Pulo do Gato, o uso de cordas é necessário. Tem uns malucos que arriscam um salto, mas se errar o alvo…já era. Uma vez mais a corda é requisitada, poucos metros antes do cume. A vista do Vale do Paraíba e da parte baixa do Itatiaia é ainda mais bela que o Morro do Couto.

Devidamente aclimatado, chegou a hora de vencer a grande montanha: o Pico das Agulhas Negras, o quinto maior do país, com 2 787 metros. A primeira perna da jornada é fácil: um terreno quase plano com direito a uma ponte pênsil sobre um pequeno lago. Essa moleza termina após 40 minutos. Daí para frente o tempo até o cume depende da velocidade do grupo. A subida na rocha tem vários trechos íngremes, a corda será solicitada em alguns momentos, em outros, é necessário lagartear, torcendo por uma bromélia a ajudar no apoio. São no mínimo 3 horas até o topo. Diferente do Couto e das Prateleiras, a vista do Agulhas contempla melhor o lado mineiro: as montanhas de Aiuruoca e de Alagoa, além da Serra Fina. Reponha as energias e encare uma descida tão difícil quanto a subida.

Para mais informações:

Parque Nacional do Itatiaia: (24) 3352-1292

PARQUE NACIONAL APARADOS DA SERRA/SERRA GERAL (RS/SC)

Foto: www.icmbio.gov.br

Em qualquer época do ano, o frio é presença certa nos dois parques situados na divisa do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre os municípios de Cambará do Sul (com melhor infraestrutura) e Praia Grande. Mas quem vai no inverno tem maiores possibilidades de ficar com o queixo caído ao admirar os fabulosos cânions da região. Chove menos e a incômoda presença da neblina não é tão constante como no verão.
Mais estruturado, o Parque Nacional de Aparados da Serra tem no Cânion do Itaimbezinho seu principal chamariz. Com 5,8 quilômetros de extensão e 720 metros de profundidade, há três maneiras de explorá-lo: a Trilha do Cotovelo é programa clássico, uma trilha plana de 7 quilômetros (ida e volta). Saindo do Centro de Visitantes, percorre parte da extensão do Itaimbezinho até chegar num cotovelo, que oferece o ângulo mais manjado da região. Nitidamente se percebe o contraste das matas de araucária na parte alta e Atlântica na parte baixa. Também com início no Centro de Visitantes e mais fácil ainda, a Trilha do Vértice tem 1,5 quilômetro (ida e volta) e é feita por passarelas na borda do cânion. O sentido é oposto à Trilha do Cotovelo e a vista é de duas cachoeiras (Andorinhas e Véu da Noiva) impossíveis de ser avistadas na outra atividade. As duas trilhas podem ser feitas no mesmo dia e o Centro de Visitantes oferece serviço de lanchonete e banheiros.

Bem mais extenuante é a Trilha do Rio do Boi, que passa por dentro do cânion, atravessando pedras e por vezes andando por dentro do Rio do Boi, que tem o leito formado pelas águas provenientes das cachoeiras Andorinhas e Véu de Noiva. São 12 quilômetros de caminhada pesada e a presença de um guia é indispensável. A trilha começa na portaria da cidade de Praia Grande (SC) e para chegar lá é preciso descer de carro a Serra do Faxinal.

Chegar ao Parque Nacional da Serra Geral requer uma dose extra de paciência. O trecho final de 14 quilômetros da estrada de acesso é por uma estrada de terra (ou seria pedra?) muito chata. Esqueça o Centro de Visitantes do parque vizinho, aqui há apenas uma portaria. Mas vale a pena o sofrimento para se emocionar com o Cânion da Fortaleza, com 7,5 quilômetros de extensão, 900 metros de profundidade e quase 2 quilômetros de largura. Se o Itaimbezinho esbanja charme, o Fortaleza é impactante.

Não é preciso força ou preparo físico para alcançar o Mirante da Fortaleza, onde é possível observar quase toda extensão do cânion e, em dias muito claros, conseguir ver o litoral gaúcho bem, mas bem ao fundo. A trilha tem 3 quilômetros (ida e volta). Quem busca aventura encontra na trilha de 22 quilômetros que sai do Cânion da Fortaleza e vai até os cânions Churriado e Malacara. Andando por vezes pelas bordas, é indispensável a presença de um guia. Fenômeno comum, a formação de nevoeiros traz o risco iminente de sair da trilha e se perder.

Muito procurada é a trilha que leva à Cachoeira do Tigre Preto e à Pedra do Segredo. Basta caminhar por 800 metros até o leito do rio, atravessá-lo (é rasinho e existem várias pedras que ajudam na travessia) e prosseguir mais um pouco em direção ao mirante com vista para a cachoeira. Daí até a Pedra do Segredo a trilha é levemente dificultada, mas sem oferecer grandes obstáculos. Curiosa formação, a base da pedra é bem mais fina que o resto do bloco e está apoiada em outra rocha.

Para mais informações:

Parque Nacional de Aparados da Serra/Serra Geral: (54) 3251-1277

PARQUE NACIONAL DA SERRA DOS ÓRGÃOS (RJ)

Foto: www.icmbio.gov.br


Se você quer criar uma interessante discussão entre os montanhistas ou amantes de caminhada, pergunte qual o melhor trekking do país. Trekking no sentido pleno da palavra, daqueles em que se faz necessária uma reforçada mochila cargueira nas costas e pernoites em barracas ou abrigos. Apesar de plano, o longo Trekking do Descobrimento, entre Cumuruxatiba e Porto Seguro (BA) tem no calor um inimigo feroz. Na mesma Bahia, as caminhadas pela Chapada Diamantina passam por lugares inóspitos. Ao lado do Itatiaia, a travessia da Serra Fina (RJ/SP/MG) é duríssima pela dificuldade geográfica aliada à falta de água nos três dias de jornada. Um pouco menos extenuante que a Serra Fina, a clássica travessia de 34 quilômetros entre Petrópolis e Teresópolis, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ), rende visuais indescritíveis.

Recomenda-se fazer essa travessia com um guia experiente, em três dias e no sentido Petrópolis-Teresópolis: a caminhada é um pouco menos pesada e o final em Teresópolis é próximo ao Centro, com mais recursos de restaurantes e hotel para relaxar após tão penosa jornada.

O primeiro dia é o mais sacrificante, aquele que faz o andarilho perguntar o que ele está fazendo ali. Saindo da portaria do Parque, no distrito de Bonfim, é necessário vencer um desnível de 1100 metros por uma trilha erodida, passando pela Pedra do Queijo e o pelo Ajax (lugares ótimos de parada para descanso e contemplação da linda paisagem) até alcançar os Castelos do Açú, uma curiosa formação que serve de abrigo para o primeiro pernoite. Nesse dia, atravessa-se alguns pontos de água, mas é necessário levar um produto para purificá-la.

Um sobe e desce repleto de vales e lindos pontos de contemplação: assim é o segundo dia do trekking, feito em altitude média de 2000 metros. Nesse dia o trabalho do guia é altamente requisitado. Nem tanto pela dificuldade do terreno, mas por existir várias marcações errôneas na rocha que podem levar o caminhante a se perder, especialmente em dias nublados. O dia reserva a avistagem do Pico Dedo de Deus do alto e a travessia do Cavalinho, uma fenda em que a corda é solicitada. Culmina com a chegada à Pedra do Sino, ponto mais elevado do Parque (2 262 metros) e local de pernoite para o segundo dia. É proibido acampar no cume, mas muitos sobem à noite apenas para apreciar o céu estrelado e as luzes de Teresópolis e do Rio de Janeiro.

Se o primeiro dia foi todo em subida, o derradeiro será uma longa descida até a sede do Parque, em Teresópolis. Como é uma descida relativamente branda, feita em torno de cinco horas, vale subir novamente até o topo da Pedra do Sino e observar o nascer do dia. O declive mostra a transição dos campos de altitude para a Mata Atlântica.

Apesar de aberta o ano inteiro, essa trilha é praticamente realizada entre maio e setembro, quando chove pouco, diminuindo a incidência de raios e deixando as rochas secas.

Para mais informações:

Parque Nacional da Serra dos Órgãos: (21) 2152-1100

PARQUE NACIONAL DO ALTO CAPARAÓ (MG/ES)

Foto: www.icmbio.gov.br


Situado na divisa de Minas Gerais e Espírito Santo, o Parque Nacional do Alto Caparaó divide as mais altas elevações do Sudeste com o maciço do Itatiaia e a Serra Fina (RJ/MG/SP). Principal atração, o Pico da Bandeira com seus 2 892 metros de altitude é o mais alto do Sudeste e o terceiro do país. Por incrível que pareça, chegar ao cume é bem mais fácil que o Agulhas Negras ou mesmo os picos da Serra dos Órgãos (RJ). Evidente que um mínimo de condicionamento físico é pré-requisito para o sucesso da jornada.

Há acessos por Minas Gerais e Espírito Santo, mas o melhor estruturado é o mineiro, usando como ponto de partida a cidade de Alto Caparaó. Lá se encontram um maior número de pousadas e os guias mais experientes – embora a trilha esteja bem sinalizada, é recomendável subir com um guia.

Da portaria até um local conhecido como Tronqueira, sobe-se de carro por uma estrada asfaltada. Há uma pequena área de camping com a primeira bela vista das montanhas e de Alto Caparaó. Já aqui é possível observar as nuvens que, frequentemente, cobre a região.

Começa-se a caminhada, subindo o tempo todo, porém de uma forma branda e sem pontos de escalaminhada. No começo a aberta trilha margeia o Rio José Pedro, que forma piscinas naturais e pequenas cachoeiras. Esse local é conhecido como Vale Encantado. Após duas horas de andanças, chega-se no Terreirão, um local com área de camping e um abrigo de montanha com banheiros. Pit stop rápido para apreciar a cênica paisagem e um descanso para encarar o ataque final ao pico. A subida fica levemente mais intensa, degraus aparecem com mais constância. Quando se avista ao longe a cruz em cima do pico, é o prenúncio que faltam poucos minutos para se alcançar o Bandeira. Aí é só torcer para pegar céu aberto e se encantar com o mar de montanhas. Considerando que os picos da Neblina e 31 de Março ficam isolados e desertos na Amazônia, é muito possível que quem esteja no cume do Bandeira seja a pessoa em mais alta altitude no Brasil naquele momento. Ao menos em terra.

Quem curte mais adrenalina e encara uma noite acampado num local gelado, pode fazer um programa diferente. Ao invés de subir e descer o Bandeira no mesmo dia, vale a pena curtir as cachoeiras do Vale Encantado e chegar ao Terreirão ao entardecer. Munidos de lanterna e de uma mochila pequena, o ataque final ao pico inicia-se entre as 2h e 3h da manhã, alcançando o cume um pouco antes do nascer do sol. Após o espetáculo do raiar o dia, é hora de caminhar em direção aos picos do Calçado e Cristal, subindo e descendo por vales. Regressando para o Terreirão, aí sim pega-se o mesmo caminho do dia anterior.

Para mais informações:

Parque Nacional do Alto Caparaó: (32) 3747-2555

E aí já sabe qual vai ser o destino? Se tem mais alguma dica comenta aí pra gente!

Adaptado de http://viajeaqui.abril.com.br/

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Você curte os programas de sobrevivência na televisão? Alguns são bastante interessantes e outros deixam muito a desejar, principalmente quando a situação de sobrevivência parece uma grande novela, e você acredita que aquilo só seria possível na TV mesmo, acabando com todas suas expectativas. Abaixo, algumas situações para você não querer bancar o Bear Grylls:

O LIXO DE UM HOMEM É O TESOURO DO OUTRO

Foto: Divulgação Sousoeu


Se você se identifica esta frase certamente você assiste programas como A Prova de tudo, desafio em Dose Dupla ou Largados e Pelados. E quase sempre acontece o mesmo quando os protagonistas estão em busca de um instrumento para executar uma tarefa, os sobreviventes acham tudo no lixo. Cordas, tambores de metal, pederneiras e até mochilas. Será que é coincidência? O que você acha?

ATRAINDO URSOS

Foto: Droid Grik


Ninguém no seu perfeito juízo no meio do mato se atreveria a ficar cara a cara com um animal selvagem, especialmente se falamos de um urso. Você lembra da temporada onde Bear Grylls estava dormindo como um anjinho e foi despertado de repente por este animal? Muita coincidência não é?

BEBER URINA

Foto: survival list


Este é super clássico! A cena trash dos participantes bebendo urina para sobreviver, por favor! Existem mil formas de se conseguir água. Eu acho que você sabe do que estamos falando. O que é certo é que você nunca deve beber urina e muito menos se o seu corpo está desidratado. Quando se está desidratado seu corpo continua a produzir resíduos metabólicos, suas células requerem pouca água (especialmente o cérebro). A urina é um líquido com uma concentração de sal superior (hiperosmótico), que destrói o equilíbrio osmótico do seu corpo e faz você ficar desidratado mais rapidamente. Por isso, nunca tente fazer isso!

RAPEL USANDO CIPÓ

Foto: Panoramio


Claro que isso acontece em quase todos os programas, onde o sobrevivente em uma selva densa faz uma descida de rapel com mais de 30 metros de altura, usando apenas um cipó. É verdade? Pode ficar decepcionado, mas é praticamente um suicídio. Basta assistir o “Bear Grylls Making Of” no Youtube, para ver o equipamento de proteção que usa é muito escondido em suas roupas, e o cameraman faz um excelente trabalho nas jogadas de cena para que o equipamento de segurança não apareça.

ANDAR DESCALÇO NO DESERTO

Foto: Culturamix


Quase impossível para qualquer sobrevivente! A temperatura no deserto pode chegar a até 50°C. Você pode imaginar a dar passos na areia? Seria como colocar os pés em uma água quase fervendo, uma verdadeira loucura. Melhor não tentar!

FAZENDO FOGO EM TEMPO RECORDE

Foto: Les Stroud


Concordamos que o tempo de TV é limitado, no entanto, quando é hora de fazer uma fogueira atrito faz com que pareça uma tarefa muito simples. Mesmo com lenha molhada bastam algumas batidinhas e pronto! A faísca está ali. Aqueles que tiveram a oportunidade de tentar fazer fogo com atrito sabem que é uma tarefa muito complicada, tediosa e demorada.

PARA O LANCHINHO DA TARDE ARANHA VIVA!

Foto: Divulgação.


Na sobrevivência, é preciso encontrar a proteína nos alimentos e não é uma tarefa fácil, no entanto colocar uma boca enorme aranha ao viva e esmagá-la com os dentes é realmente nojento. Comer qualquer carne crua sempre envolve riscos. Evite!

IMPOSSÍVEL SOBREVIVER COM APENAS UMA FACA

Foto: Discovery BR


A maioria dos sobreviventes TV nos fazer acreditar que para uma longa estadia na natureza, até por 21 dias, para sobreviver você precisa apenas da sagacidade suficiente de uma faca afiada. Você realmente acha que isso é possível?

Mesmo com todas essas encenações da TV, esses programas são divertidos e muitas vezes você pode aprender algumas técnicas para utilizar em um ambiente real.

E você, qual seu programa, ou a cena favorita?

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Para você que sempre sonhou em fazer o trekking do Everest, uma boa notícia: Agora você pode fazer sem sair de casa. O Google acaba de lançar a versão do trekking no Street View.

Você poderá ver o passo a passo de um dos mais espetaculares trekkings do mundo, e quem sabe te inspire um dia a percorrê-lo de verdade.

Mas como sempre, são apenas fotos. Não tem como você sentir o gosto da comida, o cheiro das flores na primavera, ver o rosto, a conversa e a camaradagem dos sherpas. Muito menos mergulhar na cultura local. E acima de tudo, nunca vai saber o que a altitude causa em nosso corpo durante este trekking que começa a 2.840m e chega até 5.550m no alto do Kala Patar, de frente para o Everest.
A viagem virtual está longe de substituir a real, mas pode servir como fonte de inspiração!

Que tal experimentar? Boa viagem!

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Atenção aventureiros, tem novidade chegando neste mês de março!
Fique de olho em nossas mídias para conferir esses produtos em primeira mão!

Você curte preparar alimentos grelhados durante a aventura? Então não deixe de conferir este lançamento Guepardo!
Simples e funcional, a Grelha Compact Grill é leve, fácil de utilizar além de ser desmontável para levar na mochila. Lançamento oficial 23/03/2015.

Fique de olho em nosso blog, em breve vamos revelar mais uma novidade para você!

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Hoje é indispensável ter sempre um mini fogareiro que acompanhe você durante as aventuras, seu uso é fácil e prático, e você tem sempre a mão a principal ferramente para preparar refeições. Com tantos produtos e refis de gás existentes no mercado, existem algumas regras gerais sobre a segurança que devem sempre ser seguidas para que você evite imprevistos. Preparamos algumas dicas para você aproveitar o máximo de seu fogareiro.

Transportar o cartucho de gás
A primeira coisa que você deve saber é a maneira correta de transportar o cartucho de gás. É importante colocá-lo com a tampa para cima no centro da mochila, e protegê-lo com roupas para evitar que algum objeto mais rígido possa amassá-lo ou danificá-lo. Não esqueça de sempre utilizar a tampa de fábrica, isso evita que a válvula seja acionada durante sua caminhada.

Antes de acender o fogareiro
Certifique-se de remover todas as folhas da área onde você vai colocar o fogareiro. É importante o local estar bem limpo, pois as chamas podem atingir as folhas próximas e causar graves acidentes.

Nunca cozinhe dentro da barraca!
Use o fogareiro em local bem ventilado, nunca cozinhe com o fogareiro dentro da barraca, se estiver chovendo utilize a chama em itensidade baixa no avancê da barraca, mas lembre-se de manter a porta bem aberta. Combustíveis podem liberar gases tóxicos, como monóxido de carbono que promovem a queima de oxigênio.

O fogareiro deve ser colocado em uma superfície plana
Se você colocar o fogão sobre uma superfície instável, pode obstruir a passagem do gás, fazendo com que ela diminua ou aumente tornando irregular a intensidade da chama, diminuindo a autonomia e provocando vazamentos.

Cartucho de gás longe do calor
Mantenha o gás afastado de objetos inflamáveis, chamas, luz solar intensa outra fonte de calor. Lembre-se que os cartuchos de gás são inflamáveis.

Não deixe o fogareiro aceso quando não estiver por perto
Muitas vezes, dependendo do local em que você montou seu fogareiro as panelas podem virar, por isso é sempre indicado que você esteja de olho. Estando sempre próximo ao fogareiro você pode evitar muitos acidentes.

Agora que você sabe essas dicas básicas de segurança, é só seguir à risca para evitar qualquer acidente. E não esqueça a regra mais importante, não deixe os cartuchos de gás vazios na natureza!

Confira qual o melhor fogareiro ou gás para sua aventura:

FOGAREIRO HORIZONTAL DUPPIO

MINI FOGAREIRO COMPACT INOX

MAÇARICO FLAME GUN

TUBE GAS

CLIMBER GAS

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Atenção aventureiros, temos novidades para o mês de março, vem aí produtos que vão fazer parte da sua lista de equipamentos!

Fique de olho em nossas mídias e confira tudo em primeira mão!

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Por Sérgio Sachet Júnior – Guia turístico
sergio@graxaim.com

A Serra Catarinense se destaca cada vez mais como um novo destino turístico. Ora pelo inverno rigoroso que atrai os amantes do frio mais intenso, ora pelas belezas naturais que podem ser contempladas durante todo o ano. Devido a sua formação geológica, a serra surpreende pelo relevo e conta com extensos vales, planaltos, montanhas (que chegam quase 2000 metros de altitude) e contrafortes de tirar o fôlego quando chegamos à sua borda.

Em meio a essa natureza exuberante e ao agradável clima de montanha, chegamos ao município de Urubici que enche olhos de quem curte belas paisagens e atividades ao ar livre. A partir de Urubici, é possível chegar às maiores altitudes do estado. O ecoturismo e as atividades de aventura são ótimas opções para os adeptos de caminhadas, travessias e cicloturismo.
Nas montanhas de Urubici estão os monumentos naturais mais conhecidos da região como a Pedra Furada, o Morro da Igreja e a Serra do Corvo Branco. Há também o Parque Nacional de São Joaquim que abriga a maior reserva de araucárias do país. O parque é aberto para visitação e o Morro da Igreja é o seu principal ponto turístico. Para os aventureiros, é possível fazer diversas trilhas de um dia ou mais.
Uma das trilhas preferidas dos visitantes é até o interior da Pedra Furada, formação de basalto com uma abertura no meio que chama a atenção de todos que visitam o mirante do Morro da Igreja. Além dessa, há também a trilha para as nascentes do Rio Pelotas e a travessia dos Campos de Santa Bárbara.

A travessia dos Campos de Santa Bárbara é uma caminhada de três dias com acampamento selvagem e pode ser realizada em qualquer época do ano. No verão, dá para tomar banho de cachoeira e, no inverno, o destaque é para frio que chega facilmente a temperaturas negativas podendo até nevar.

Por ser uma travessia em ambiente natural, sem qualquer infraestrutura de apoio, o aventureiro deve carregar os equipamentos necessários tais como barracas, sacos de dormir, isolantes térmicos e demais itens de acampamento e de cozinha. Para carregar todos esses itens o mais indicado é uma mochila cargueira confortável e com capacidade suficiente.

Aproveite a viagem e boas aventuras!

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A Lanterna de Mergulho Bali 350 é destaque na Revista Pesca & Companhia desse mês!
Confira a publicação:

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